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Jun 10

E pronto Portugal está fora.

Não tenho mais palavras.

publicado por dama-de-copas às 22:00
sinto-me:

Pois é, isto não termina :-) Eu sou mesmo viciada, não há maneira de isto mudar.

Falavos de outra série que terminou :-( Já é a terceira, significa que tenho de começar a ver novas séries.

 

Esta chama-se Glee. Glee é um coro de uma escola. Mas não, não é daqueles coros, certinhos, ali de pé sem mexer. Não, nada disso.

Em Glee canta-se, dança-se. É uma loucura.

Quando escrevi sobre as outras séries, recebi email's de algumas pessoas a pedir um resumo mais completo das séries. Vou colocar sobre Glee.

Pode ser que desperte a curiosidade de alguns de vós.

 

Glee é uma série musical. Tudo começou quando o professor William Schuester, um apaixonado por musica e dança, decide reerguer o coro da escola William McKinley High School em Lima, Ohio, Clube Glee.

O grande problema do professor Schuester é que no início a ideia não foi bem aceite e apenas quiseram fazer parte do clube Mercedes (Amber Riley), uma enérgica diva-em-formação; Arty (Kevin McHale), um guitarrista Geeky; Kurt (Chris Colfer), um soprano dramático; Tina (Jenna Ushkowitz ), uma punk rocker, e a auto-proclamada "estrela" Rachel (Lea Michele). Com persistência consegue recrutar Finn (Cory Monteith) jogar de futebol, namorado de Quinn (Dianna Agron) e colega de equipa de Puck (Mark Salling). Os dois últimos viriam também a fazer parte do grupo.

 

Glee tem muita musica, muita dança, mas aborda também outros assuntos, principalmente os problemas de aceitação dos adolescentes. Sim porque há muitos problemas de aceitação durante os episódios. Por exemplo Kurt é homossexual, Arty anda numa cadeira de rodas, Quinn engravida de Puck e é expulsa das cheerleaders onde era capitã.

 

O objectivo do coro é chegar à final do campeonato regional de corais. Só desta forma o grupo tem verba para continuar.

Claro, nem tudo são rosas. Para além dos problemas dos alunos e de problemas no seu casamento, o professor Schuester tem ainda de contornar os golpes da professora Sue Sylvester, treinadora das cheerleaders. Sue Sylvester faz tudo ao seu alcance para atrapalhar o desempenho do coro.

 

Vou deixar-vos um pequeno resumo das personagens que retirei de um site para ficarem a perceber melhor:

 

Will Schuester (Matthew Morrison): É um professor de espanhol do colégio que, com a demissão do actual coordenador do Glee Club, resolve assumir o cargo para conseguir reviver a glória que o clube representava na época em que ele fazia parte do mesmo.

 

Sue Sylvester (Jane Lynch): A treinadora das “cheerios”, dona de diversos privilégios por sua equipe possuir extremo sucesso em competições. Tem intenção de acabar com o Glee Club para que possa ter, novamente, todos os recursos de incentivos financeiros da escola para suas atletas.

 

Emma Pillsbury (Jayma Mays): Conselheira educacional que apresenta fobia a sujeira, tem uma paixão secreta por Will, mas que é perceptível por todos.

 

Terri Schuester (Jessalyn Gilsig): Mulher Will há cinco anos, Terri faz de tudo para manter seu relacionamento com o marido estável e tenta ter um filho a todo custo.

 

Rachel Berry (Lea Michele): É filha de dois pais gays e uma das “losers” da escola, entra no Glee Club com a intenção de brilhar com sua voz e, assim, conseguir sair da High School com algum prestígio que não o de receber raspadinhas na cara.

 

Finn Hudson (Cory Monteith): Quarterback do time de futebol, Finn acaba virando, através de uma intervenção de Will, o vocal masculino principal do Glee Club, além de ser um dos alunos mais populares do colégio.

 

Mercedes Jones (Amber Riley): Se descreve como “uma diva em treinamento que não vai ser back vocal”. Entra para o Glee Club por ser parte dos alunos rejeitados.

 

Kurt Hummel (Chris Colfer) : É um adolescente gay que entra para o Glee Club pelo seu nível na escala social do colégio.

 

Noah Puckerman (Mark Salling): Integrante do time de futebol, Noah ingressa no Glee Club depois de certa resistência, incentivado pela chance de pegar as mães de alunas.

 

Quinn Fabray (Dianna Agron): Líder das Cheerios, presidente do clube do celibato, entra no Glee Club através das ordens de Sue.

 

Artie Abrams (Kevin McHale): Entra no Glee Club pela sua condição de cadeirante, que o põe numa posição de loser dentro das castas do colégio.

 

Tina Cohen-Chang (Jenna Ushkowitz): É uma jovem asiática que finge ser gaga para distanciar as pessoas, na tentativa de deixar de ser ignorada, entra para o Glee Club.

 

Brittany (Heather Morris) e Santana Lopez (Naya Rivera): Cheerios que entram no Glee Club a mando de Sue, para ajudar em seus planos de destruí-lo.

Ken Tanaka (Patrick Gallagher):
Treinador do time de futebol, nutre uma paixão por Emma Pillbusry.

 

Diretor Figgins (Iqbal Theba): Diretor do colégio que cede, em diversos momentos, a chantagens e apelos de Sue e Will.

 

Sandy Ryerson (Josh Sussman): Ex-coordenador do Glee Club, afastado por uma acusação de estar se aproveitando da sua posição para abusar de rapazes em troca dos solos vocais.

 

Jesse St. James (Jonathan Groff): Vocal principal do Vocal Adrenaline, principal adversário do Glee Club nas regionais.

(informação retira do site http://braseries.com.br/blog/)

 

 

Na minha opinião é uma série fantástica. Fresca, leve, alegre, muito muito muito divertida.

Se gostam de musica e dança como eu gosto, então têm aqui a série perfeita.

Esta série em Portugal foi transmitida pela TVI onde terminou Sábado passado e também na Fox Life, canal onde ainda não terminou, penso que só no próximo fim de semana.

Resta-me esperar pela segunda temporada. Já está confirmada à muito tempo, para minha grande satisfação, com 25 episódios.

Espero que gostem!!!

 

 

publicado por dama-de-copas às 20:46
sinto-me:

Ainda não tinha falado do triste desaparecimento deste grande senhor, José Saramago.

Mas li a crónico do Ricardo Araujo Pereira, na visão, e não podia deixar de partilhar aqui no blog.

 

 

O Presidente de todos os ressentidos

 

Cavaco Silva disse uma vez que os livros de Saramago lhe desagradavam porque tinham demasiadas vírgulas. As explicações com que o Presidente da República justificou a sua ausência do funeral de Saramago tinham demasiadas reticências.

 

Para Eduardo Lourenço, a obra de Saramago é um diálogo extraordinário com a Bíblia. Harold Bloom dizia que Saramago era o mais talentoso romancista vivo. E Cavaco Silva afirmou uma vez que os livros de Saramago lhe desagradavam porque tinham demasiadas vírgulas. Enfim, cada crítico literário com a sua mania. A mim, que não percebo nada de literatura, pareceu-me que as explicações com que o Presidente da República justificou a sua ausência do funeral de Saramago tinham demasiadas reticências.

 

Bem sei que Cavaco decretou que a polémica em torno do facto de não ter comparecido no enterro de Saramago era estéril. Mas, por azar, as polémicas estéreis são as que mais me costumam interessar. Para polémicas fecundas sempre revelei menos capacidades.

 

Primeiro, e na qualidade de cidadão especialista em evasivas, devo lembrar que as melhores desculpas são singulares. Ora, Cavaco apresentou três. Por um lado, disse que não conhecia Saramago. Por outro, disse que não era amigo dele. Finalmente, alegou que prometera aos netos mostrar-lhes as belezas dos Açores durante quatro dias. Só faltou dizer que não iria ao funeral de Saramago por desconfiar que Saramago também não irá ao dele. São demasiadas desculpas e, como é próprio das desculpas múltiplas, são pobres. A circunstância de não ter uma relação próxima com os homenageados nunca impediu o Presidente da República de estar presente em cerimónias de Estado. Por exemplo, Cavaco comparece sempre nas cerimónias comemorativas do 25 de Abril, embora mal conheça a data e não seja propriamente amigo dela. Talvez seja melhor retificar a regulamentação do luto nacional. O País fará luto por ocasião da morte de uma personalidade de excecional relevância, a menos que o Presidente da República se encontre a contemplar as Furnas.

 

No entanto, também o facto de estar de férias não tem impedido o Presidente de intervir em matérias de Estado. Ainda fresca na nossa memória está a importante comunicação ao País sobre o estatuto político-administrativo dos Açores, por causa do qual Cavaco Silva interrompeu o merecido descanso, há cerca de um ano e meio. Creio que, se o estatuto político-administrativo dos Açores tivesse falecido, Cavaco teria pedido desculpa aos netos e ter-se-ia dirigido ao Alto de São João para lhe prestar a última homenagem. Tendo morrido só um homem, não houve necessidade de perturbar o turismo. Na verdade, foi apenas isso que aconteceu. Não morreu um santo nem um demónio. Morreu um homem. Logo por coincidência, dos três é o meu preferido.

 

 

Autor: Ricardo Araujo Pereira in Visão

publicado por dama-de-copas às 20:31
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